Princípios do Design de Interação

A Experiência do Usuário (User Experience) sempre teve grande relevância, porém de uns 5 anos para cá ela se tornou primordial (já era hora não?). Com o avanço da tecnologia, as pessoas começaram a ter maior acesso a coisas que antes eram mais difíceis. Antigamente usar um celular com GPS era uma utopia, algo de filme de ficção científica. Hoje fazemos chamadas de vídeo com nossos familiares que estão em outro país, encomendamos comida de locais longe de nossas residências sem nem ao menos conversar frente a frente com uma pessoa. Criamos conteúdo em redes sociais, conversamos com pessoas que nunca vimos antes e jamais teríamos a oportunidade de ver de outra forma. Muito se modificou nos últimos anos, e cada vez mais, percebemos que essas transformações seguem acontecendo (Hello Blade Runner)

Acompanhando a evolução da tecnologia, percebeu-se a necessidade de mudar o modo como se utilizavam muitos produtos, afinal eles tinham funcionalidades mas precisavam suprir as necessidades do usuário. Como diz Don Norman, o Pai da Usabilidade, “..À medida que cada nova tecnologia amadurece, os clientes não estão mais felizes com as promessas chamativas da tecnologia, mas exigem designs compreensíveis e viáveis…”

Ir para a área de UX/ UI design não é uma questão de querer, é uma questão de se aprofundar e entender como fazer a diferença. Todo UX deve conhecer os seis princípios de Design de Don Norman, os quais nos ajudam a entender o porquê alguns produtos trazem maior satisfação aos nossos usuários enquanto outros não agradam. Esses princípios são apresentados no livro Design do Dia a Dia, de 1988. Mesmo depois de mais de 30 anos, esses princípios ainda são postos em prática e seguem nos auxiliando nas diferentes criações, dando maior chance de um produto atingir as expectativas e especificações que o usuário tanto almeja, mas não sabe que precisa.

Os 6 Princípios de Design de Interação

Visibilidade

Todas as funções mais visíveis de um produto fará com que o usuário compreenda melhor as funcionalidades e assim, provavelmente ele saberá o que deve ser feito.

O retorno de informações nos traz a sensação de compreensão, mostrando assim o efeito de uma ação e permitindo que o usuário possa continuar uma tarefa.

Restrições

Quando você cria algo com muitas possibilidades de escolha, automaticamente está facilitando a chance de ocorrer erros. Nesse caso, quanto mais você restringir as escolhas, mais fácil será de usar, pois é impossível de ver ela de outra forma.

Mapeamento

O Mapeamento se refere ao relacionamento de duas coisas, ou seja um botão e sua ação.

Consistência

Os padrões que utilizamos em materiais de interação ajudam o usuário a assimilar melhor as suas funcionalidades, evitando assim, erros futuros.

Affordance

É quando um objeto é de fácil utilização, já que a sua forma ou característica marcante é auto explicativa sobre sua funcionalidade, afinal o mesmo indica ser suscetível a isso.

Todos esses fundamentos são usados com muito cuidado dentro da área de UX a fim de garantir uma excelente experiência aos nossos usuários. Mas esses princípios não são antiquados? Com certeza não! Hoje ao criarmos uma tela de um aplicativo, por exemplo, precisamos levar em conta todos esses princípios.

Vamos levar em consideração o cadastro em um novo banco digital: o usuário irá descobrir as funcionalidades do app, ou seja, quão mais claras elas estiverem melhor será (Visibilidade). Ao clicar em um botão para continuar um cadastro, ele muda de cor no intuito de informar que o mesmo foi apertado (Feedback). Antes desse mesmo botão estar visível para ser ativado, foi necessário preencher todo o cadastro, para habilitar o mesmo (Restrições). Ao ampliar o limite do cartão, a tarja do botão lhe dá a sensação de aumentar, assimilando os controles com a nossa percepção da realidade (Mapeamento). Para efetuar pagamentos de contas, o usuário sempre vai acessar o mesmo caminho, sendo assim a aprendizagem será rápida e lógica, já que utiliza padrões já familiares de outros apps (Consistência). Para ler um código de barras de uma conta de luz, é necessário ativar a opção pagar boleto e, posteriormente, o próprio aplicativo compreende que precisa ler o código de barras, facilitando o acesso ao usuário (Affordance).

Lidar com a Experiência do Usuário é uma arte, pois a mágica acontece quando o mesmo não sabia que necessitava daquele produto. É muito importante lembrar que todos esses conceitos citados tem como finalidade fornecer ao usuário uma experiência condizente a uma jornada fácil, de modo que o mesmo se sinta confortável com o produto desenvolvido.

Originally published at https://jessicaangelf.medium.com on April 29, 2021.

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